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SONDA DE LÁGRIMAS!

As lágrimas são gotículas salgadas filtradas das "janelas" do coração e do cérebro e que se espremem pressionadas pelos globos oculares, sendo coadas pelos cílios em direção das vertentes da face, algumas vezes, elas exprimem sentimentos de alegria e de prazer; em contrapartida, comumente, principalmente em nossos dias atuais, essas mesmas lágrimas são o escoadouro de nossas angústias e até desesperos inconsoláveis.

Momentos antes de sua délivrance do bojo ocular, ela fica passeando e lubrificando os olhos à espera do destino a lhe ser determinado, é latente e insensível aos acontecimentos que se avizinham, em nada os modificando, apenas, permanecendo em órbita à espera dos sentimentos que a farão jorrar pela face, dependendo, tão somente, dos sentidos/musculares que a façam modificar a sua trajetória orbital para a tangencial vertencial.

As lágrimas são as sondas exploradoras do nosso universo pessoal, com as mais variadas funções específicas, umas, nos notificam a aproximação, ainda inicial, de um sentimento momentaneamente inconsolável, outras, perambulam ao derredor dos olhos tendo à frente os cílios na ânsia da espera entre escapar face abaixo e ficar ali contida pelo piscar constante de quem as retém.

Entretanto, na maioria das vezes, essa sonda acaba por ultrapassar a órbita de controle do "ser" que a mantinha sob média regulagem e escapa através da nave mãe do rosto, radiosa, na face, mercê da fragilidade psicológica de seu produtor e como resultante dos problemas, até então, lhe advindos.

Quando a lágrima vem à tona e rola dos olhos, ela presta um inestimável serviço a quem, até então, a possuía, primeiro, por verter a maioria das mágoas internas de seu criador e, segundo, por dar-lhe um tempo para que o organismo, de onde viera, recicle os eventos que lhe deram origem, dessa forma, evaporando-os em quase toda a sua totalidade.

Quando o sentimento progenitor for de alegria, ela é mais fluente ao se desprender dos olhos, dada a voluntariedade de congregação de todo o rosto que se transforma em receptivo sorriso de boas vindas, o que não ocorre em situação antagônica mesclada de esgares e trejeitos faciais, resultantes de angustias ainda retidas na fauce e , no mais profundo meandro do organismo.

Só os seres iluminados pela presença Divina têm o privilégio de Ter, como sentinelas de alertas, às suas lágrimas, para avisarem, exteriormente, o que carregam dentro de si, em determinados momentos de sua vida peregrina no planeta que os acolhera.

Os caminhos estão sempre à nossa frente e dispostos a nos dar passagem, o difícil, são percorrê-lo com dignidade e acertos, sem se enxovalhar com os acenos vulgares das margens...

Se alguém, seguindo a seqüência natural destas páginas, alcançou este final, já me dou por vencedor e, com...méritos!

Tal leitor, passou pela sala de visitas, entrou em diversos aposentos novos e, até, reservados, observou tudo o que inseri e, de certa forma, esteve em comunhão com os meus pensamentos e idéias, ainda que tenha discordado de alguns dos tópicos, todavia, aqui chegando, é certo que tenha gostado, caso contrário, não estaria a ler este final de texto, e Ele já teria sido jogado numa gaveta, quiçá, numa lixeira qualquer!

Dessa forma, resta-me apenas agradecer a deferência, e constatar que consegui um verdadeiro amigo, através da magia que é a reunião das letras e das idéias, em direção de uma jusante de paz para o "mar da tranqüilidade".

Desculpe-me a jactância, todavia, ela é resultado da felicidade de ter sido lido por "alguém" em Portugal, por e-mail vindo do Brasil, em que a maioria de nós, neófitos escritores, somos cognominados, furtivamente, de..."ninguém!".

Sebastião Antônio BARACHO
Policial civil, aposentado
Rua Tiradentes, 73-Melo Viana
Coronel Fabriciano (MG) BR.
Sebastião Antônio Baracho 30/03/2006 envie um e-mail para o autor

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