Portal Terceira Idade - home Prefeitura da Cidade de São Paulo Telecentros - Prefeitura de São Paulo
Notícias do Cidadão Notícias do Cidadão Espaço Livre Espaço Livre Shows e Eventos Shows e Eventos Cursos e Atividades Cursos e Atividades Parcerias Parcerias Direitos 3a.Idade Direitos 3a.Idade

Diálogo Aberto

Enquete "Você acha
que...?"
Enquete
Cadastre-se Cadastre-se
no Portal
3a.Idade!
Busca Procurando
algo no site?
Busca
Pesquisa Links para
Pesquisa
Mural de Trocas Anuncie
seu produto!
Mural
de Trocas
Fale Conosco Dúvidas?
Sugestões?
Críticas?

Fale
Conosco
Dicas de Internet "Download"?
"Browser"?
Dicas
de Internet

Colméias da 3a.Idade
Colméias da 3a.Idade
Escolha o seu assunto e participe de nossas salas de chat temáticas

Espaço Livre
Espaço Livre

Estórias

voltar à página anterior

Título/Texto Autor/
Cidade/
Estado/
Idade
Postado E-mail
A FLOR E O EXEMPLO!

Na aridez das glebas agrestes floresce a sinuosa flor, paramentada com requinte pela mãe natureza que, embora seja pobre naquele ermo, dá para a filha o que pode de si mesmo.

A flor, não tendo como explorar o caule seco e quebradiço que dá amparo as suas raízes retorcidas e esquálidas sedenta de líquidos, ameniza suas formas, como a pedir clemência ao meio circunvizinho e ao "astro-rei", esse último, orgulhoso e indiferente pela secura daquele deserto, assim tornado pela sua passagem diária.

Mesmo sem ser atendida, a flor continua seu círculo de vida embelezando como pode a áspera vizinhança, satisfazendo-se com as migalhas de orvalho e as inconstantes e cada vez mais esporádicas chuvas.

Sua paupérrima existência ensinou-lhe como sobreviver com o mínimo necessário e, em razão disso, ela nada desperdiça, desde o adubo das raízes e folhas mortas e secas até as acumuladas e fofas fezes de insetos que peregrinam à sua volta.

A cada amanhecer, a flor prepara-se para a próxima canícula fechando o que pode de suas pétalas, e ativando a sudação para diminuir a secura dos raios solares, pacientemente, apronta-se para enfrentar os dissabores do radiante dia, não reclama não se afasta não se entrega!

Com a proximidade da tarde, Ela está quase desfalecendo, sua sudação é pastosa e ressequida desenhando arabescos nas folhas de pontas e pecíolos quebradiços, mas... Está feliz! Foi mais um dia vitorioso e um embate firme, desafiante em sua humildade, esbelta e mais bela, além disso, vencera o sol, ele?...Desaparecera no ocaso passando por ela devassador e sugador, mas, apenas passou não a venceu!

Sabe que teve um átimo de ajuda para aquele combate, fornecido pela brisa filtrada dos vapores quentes, pelas ocasionais sombras dos alcantis e pelas raras nuvens passageiras e, com isso, ficou... Agradecida! Tem conhecimento de que o sol fora embora despeitado por não vencê-la tão frágil e mimosa, tão desprotegida em relação às pedreiras e areais domados e sugados por Ele, entretanto, mesmo assim, fora a vencedora!

Agora... A noite aproxima-se célere e aconchegante, é momento de reabilitar-se em suas reservas de forças para a próxima luta, contudo, também, é hora de meditar...

Na calada da noite e no amainar dos vapores caloríficos, fica "matutando" a razão de sua vida ainda em flor... Vida! Sim... É isto!

Enquanto se apega a vida Ela, dificilmente, sai do corpo (qualquer corpo) mesmo o de uma simples flor do deserto agreste e desaguado:

Vida é viver e não apenas passagem! É passaporte ao Jardineiro dos Tempos, viajor que conduz quando quer fazer metamorfose, mudas, enxertos ou, simplesmente... Ceifar! Não importando as intempéries, os agentes, locais... Nada importa! Só a vontade do Arquiteto e Criador, se Ele quiser, coloca a flor no infinito junto aos astros e, o sol, naqueles centímetros quadrados da planta em referência.

A cada ser animal ou vegetal fora dada uma vida, existência essa nas condições do presente doado e, ao recebedor, só caberá viver! Seja em que condição for, mas, viver para dar valor à vida até o dia da ceifa, mudança ou outra forma a critério do Jardineiro Celeste.

A flor do campo e do agreste é, em sua origem, a mesma do palácio e vitrines que, por sua vez, é a mesma dos paramos, pântanos e esgotos, não importando a reação que causem aos demais, mesmo que esta reação passe do embevecimento ao asco, da admiração ao desprezo, o que importa é a existência da vida que cada uma tenha para viver e não as emanações e motivações que possam desprender!

A flor citadina sofre o mesmo que a flor paupérrima e não mimada dos desertos e locais agrestes, só que, os impulsos negativos e as ações dirigidas a Elas, são diferentes em extensão e qualidade, todavia, a sobrevivência é a mesma desde que o caminho seja para... Viver!

Quando se tem tudo não se dá valor a nada!

Quando não temos nada, damos valor a tudo e aproveitamos o que podemos na ocasião carente!

A flor da árida, pedrejante e areenta gleba, aproveita o que pode apenas para viver!

Como seria feliz o homem se, ao invés, de procurar as estrelas para conquistá-las andasse a procura das plantas para observá-las e imitá-las! Procurando lutar pela vida e não pela vida fácil, fazendo com que, a cada dia passado, ficasse acrescido de valores e se preparando para o dia seguinte com humildade, tal e qual, a flor do campo, apenas juntando o necessário para o combate seguinte, sempre à espera do Jardineiro e das mudanças que Ele achasse de bom alvitre, isto sem nunca espezinhar o vizinho ou tomar-lhe o lugar e os bens, exemplo esse que, nunca, receberíamos da recatada flor.

(aa.)S/A/BARACHO.
Fone (31) 3846-6567
conanbaracho@uol.com.br
Sebastião Antônio Baracho

Coronel Fabriciano
MG

De 71 a 80 anos
24/10/2007 envie um e-mail para o autor

Portal Terceira Idade® é uma realização da
Associação Cultural Cidadão Brasil
em parceria com os Telecentros e a Prefeitura do Município de São Paulo
©Todos os direitos reservados - 2005/2006
Desenvolvimento, Webdesign e Sistemas: Kuantika Multimídia