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Entre trovas... e... trovoadas...

O antigo, o que já se foi, é para mim a direção de um caminho.

O que já percorri, não ficou para trás, me acompanha, junto ao futuro que é carregado de incertezas e pede ajuda no seu caminhar.

Vislumbro ao longe, as linhas que devo seguir: uma é reta e ainda não foi pisada...o meu futuro...a outra é cheia de marcas, pisadas fortes e fracas,com desvios e obstáculos, superados ou não, o meu passado... Parecem paralelas, não se cruzam, mas, com muito esforço tornam-se companheiras inseparáveis e buscam um lugar comum que se mostra distante...longe...muito longe...mostrando uma paisagem mesclada de beleza e ilusões.

No silêncio da noite, quando todos dormem e ficam mudos, os sentimentos também adormecem, o sofrimento repousa, e a alegria se esconde, procuro manter-me desperta, viva, a acalentar pensamentos diversos, belas ilusões, com medo de que o sono seja eterno e não me permita despertar.

Tenho pressa de viver, o tempo parece veloz e eu não tenho mais tempo para enfrentar o tempo.

As regras que me foram impostas pela vida, sem o meu consentimento, me sufocam e não tenho coragem de me impor a elas, rejeitá-las, simplesmente me deixo levar, submetendo-me à sua imposição, com desejo de sufocá-las e sem coragem para tanto.

Criou-se em mim uma couraça forte, intransponível, com idéias arraigadas, que machucam, ferem e são senhoras da sua vontade, como verdades incontestáveis.

Tento fugir, me esconder por trás das minhas verdades e me deparo com raízes profundas que nenhum machado consegue arrancar, por mais afiado que seja.

Não tenho medo de cair, conseguirei me levantar, com certeza, sou forte o suficiente para não me deixar abater. A vida traz derrotas para que possamos saborear o gosto da vitória.

O que é difícil me atrai, gosto do desconhecido, enfrento o intransponível, não tenho medo dos obstáculos.

Sou corajosa!!! Será que sou , ou apenas me acho corajosa? Às vezes...por muitas vezes... tremo nas bases, o suor borbulha, o coração acelera, tenho medo, mas , imponho a mim mesma, uma força que não sei de onde vem, e levanto-me, vou à luta e tento não fraquejar. Reflito, paro, faço uma pausa e me pergunto: _ devo caminhar em busca dos meus desejos? _ Como serenar as emoções e enfrentar as dificuldades?

Vem então uma nova esperança com o clarear do dia, uma disposição definida de enfrentar as armadilhas que se apresentam ao meu redor.

Sei dos meus limites, não devo pensar que sou qualquer super herói que sai por ai voando, pisando em obstáculos e vencendo-os.

Tenho consciência plena da minha fragilidade, mas, busco uma fortaleza para superar uma existência cercada de dificuldades e luto para afastar este cerco que me sufoca.

O tempo é pouco, mas, vou lutar até o último minuto enquanto respirar, para conseguir realizar os meus sonhos.

Partirei sonhando, achando sempre que ainda há uma meta a alcançar, quem sabe... ainda vou buscá-la até na eternidade que, não resta dúvidas, é para nós uma interrogação.

Como será? Onde ficarei? Com quem vou me encontrar?

Esta minha inquietude, de ir sempre além, me leva a uma ansiedade de passar por cima de pau e pedra e me perguntar aonde irei? Haverá um fim , ou apenas uma passagem?

Às vezes me sinto insignificante e paro, respiro esqueço as aventuras e me recolho dentro de mim mesma. Crio um casulo que me protege da multidão que me cerca, sinto-me pequena, tudo...tudo...é maior do que eu, me sufoca.

Quando me sinto aprisionada neste casulo, tento rompê-lo com paciência, como o pintinho faz para sair do ovo, busco novos caminhos que novamente luzem diante de mim e me arrebatam, para novos rumos, e as linhas continuam tentando se encontrar, caminham paralelas, mas, dependentes uma da outra.

Quero sumir, mudar de endereço, tornar-me uma anônima na multidão. Os problemas do dia-a-dia são muito pesados para os meus ombros, quero relaxar.

Já eztrapolei os meus sentimentos, esbravejei, discuti, me fiz ouvir, alto e bom som, me recolhi à minha pequenez, nada tirou de mim o sentimento de abandono e um pouco de revolta que tento sufocar.

Cada um tem o seu tempo e o seu modo de ser, basta vislumbrar o seu caminho, saber se lhe atrai e percorrê-lo, num doce-amargo caminhar , entre rosas e espinhos, curtindo o aroma das flores, e quebrando os espinhos para não se machucar.

É preciso ser perspicaz e separar o joio do trigo, rir e chorar no momento devido, ser grande ou pequena, conforme a ocasião, partir ou ficar de acordo com a necessidade.

Ser você mesma, e não a sua sombra.

Brilhar, quando for preciso e esconder o seu brilho, no momento certo para não ofuscar o do outro.

Esta é a história de alguém que buscou viver, tão somente viver e não foi compreendida.
Emília Lins Santos Silva

Recife
PE

De 61 a 70 anos
19/11/2007 envie um e-mail para o autor

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