quarta-feira, 22 julho 2026
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Ambientes inclusivos geram respeito e dignidade
“Será que contar carneirinhos ajuda?…”
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Me deixem envelhecer em paz!
Arte e CulturaLivrosNotíciasReflexão

“Me deixem envelhecer em paz!”

por Redação Portal Terceira Idade 08/07/2026
escrito por Redação Portal Terceira Idade
Me deixem envelhecer em paz!
“Estudar o envelhecimento é muito diferente de refletir sobre o próprio envelhecimento”, afirma a autora

“O preconceito contra a palavra ‘pessoa idosa’ revela o desconforto social que ainda existe em relação ao envelhecimento”, reflete Heloísa Ferreira, psicóloga, pesquisadora e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Com base em experiências pessoais, humor, reflexões acadêmicas e observações do cotidiano, Heloísa lançou “Me deixem envelhecer em paz!”, pela editora Appris, no último dia 17 de junho, no Rio de Janeiro, construindo uma narrativa sensível e acolhedora sobre um tema que ainda provoca desconforto em grande parte da sociedade.

A obra reúne 30 crônicas inéditas da autora sobre envelhecimento, idadismo, saúde mental, menopausa, finitude e os desafios emocionais enfrentados ao longo da vida adulta.

Olhando para o próprio envelhecimento

Me deixem envelhecer em paz!
A autora Heloísa Ferreira; no destaque, reprodução da capa do livro

Ela conta que o livro nasceu justamente às vésperas dos seus 40 anos, momento em que passou a olhar para o próprio envelhecimento de forma mais concreta. “Estudar o envelhecimento é muito diferente de refletir sobre o próprio envelhecimento. Eu quis me permitir fazer as duas coisas”, afirma a autora, que é professora do Instituto de Psicologia da UERJ e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Envelhecimento (GEPE) da mesma universidade.

Cabelos brancos, mudanças corporais e menopausa

Ao longo da obra, a autora questiona crenças idadistas profundamente enraizadas, especialmente aquelas direcionadas às mulheres. Temas como cabelos brancos, mudanças corporais, menopausa e pressão estética aparecem associados ao impacto emocional provocado pelo culto à juventude e pelas expectativas sociais em torno do envelhecimento feminino.

“Muitas mulheres envelhecem sob a sobrecarga histórica de cuidado com os outros, o que também impacta sua saúde física e emocional. No livro, procuro denunciar essas formas de idadismo e de injustiça”, destaca a autora.

Sintomas “normais da idade”…

Além do idadismo, o livro aborda a negligência em relação à saúde mental das pessoas idosas. A professora observa que, muitas vezes, sintomas de depressão, solidão ou isolamento social são vistos como “normais da idade”, quando, na verdade, demandam atenção, cuidado e intervenção.

A dificuldade coletiva de falar sobre morte também é tema do livro. Para Heloísa, evitar discussões sobre esse assunto torna o envelhecimento ainda mais difícil. “O medo da morte é legítimo. O problema é simplesmente não considerar que a vida é finita. Quando olhamos para essa questão com mais honestidade, conseguimos viver com mais clareza sobre o que realmente importa”, diz.

Envelhecimento acelerado da população

A autora chama atenção para a falta de preparo do Brasil diante do envelhecimento acelerado da população. “O país ainda enfrenta muita desigualdade social, pobreza e falta de acesso a serviços básicos de saúde, mas também há muitas atitudes, crenças e comportamentos negativos em relação à velhice, à pessoa idosa e ao processo de envelhecimento”, diz ela.

Para Heloísa, é importante gerar reflexões capazes de desafiar o idadismo estrutural. “Quando pensamos na preparação para o envelhecimento populacional, não estamos falando apenas de saúde. Trata-se também de mobilidade urbana, moradia, acessibilidade, segurança, inclusão digital, previdência e oportunidades de participação social”, conclui.

Fonte e fotos (autora e livro): Auracom Assessoria de Comunicação
Foto capa: Portal Terceira Idade / Gemini AI

Mais sobre o assunto

Editora Appris > livros
Livro “Me Deixem Envelhecer em Paz!” (de R$49.00 por R$29.16; jul/2026)
Em um tom coloquial, de quem se senta numa mesa de bar para conversar com alguém, em 30 crônicas, trago minhas reflexões sobre o que envelhecer significa para mim em pleno início da minha quinta década de vida

Instagram > Heloísa Ferreira
Psicóloga, Pesquisadora, Professora
Autora do livro “Me Deixem Envelhecer em Paz!”

SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia> Etarismo
Impactos do etarismo sobre a saúde mental
Sofrer etarismo amplia as chances de ansiedade e depressão

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selo acolhe
CidadaniaDireitos na 3ª IdadeNotíciasResponsabilidade Social

Ambientes inclusivos geram respeito e dignidade

por Tony Bernstein 07/07/2026
escrito por Tony Bernstein
Selo Acolhe
Selo Acolhe reconhece estabelecimentos amigáveis ao público 60+ ou com baixa mobilidade

Todos nós já nos deparamos com situações de difícil acesso ou falta de comunicação visual adequada em restaurantes, praças de alimentação, hospitais, supermercados, shoppings, farmácias, entre outros estabelecimentos que atendem ao público.

Corredores estreitos ou com obstáculos, falta de sinalização identificando sanitários, acessos e rotas de fuga, banheiros acessíveis próximos à circulação principal e que permitam a manobra de uma cadeira de rodas, e até a ausência de cardápios impressos como alternativa ao atendimento exclusivamente digital são apenas alguns exemplos.

A questão fica ainda mais delicada quando o público atendido possui algum tipo de deficiência física, como baixa mobilidade, deficiências sensoriais ou que utiliza bengalas, aparelhos auditivos ou cadeiras de rodas.

Respeito, acolhimento e dignidade

Em um cenário em que a população 60+ cresce rapidamente e representa um público cada vez mais ativo e influente, preparar ambientes comerciais para recebê-los com respeito, acolhimento e dignidade tornou-se essencial.

Selo Acolhe
Selo Acolhe, criado pela Fundação Vanzolini

O Selo Acolhe, criado pela Fundação Vanzolini, uma organização sem fins lucrativos criada por professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), avalia se o estabelecimento proporciona condições adequadas para que o público PCD e as pessoas 60+ possam utilizar seus serviços com acessibilidade, segurança, além de oferecer um atendimento humanizado e acolhedor.

Infraestrutura e atendimento humanizado

“O Selo Acolhe é um compromisso com a dignidade e a inclusão social de uma parcela da população que merece circular com total autonomia e segurança”, explica Luiza Salomé (foto), gestora do selo na Fundação Vanzolini.

selo acolhe
(Em sentido horário) Abertura do evento de lançamento do selo; Luiza Salomé (esq), Gestora do selo na Fundação Vanzolini, ao lado de Tony Bernstein, Diretora do Portal Terceira Idade; Imagem do Selo; Fernando Berssaneti (esq), do Conselho Curador da Fundação, entrega as primeiras certificações do selo (São Paulo, 10/06/2026)

O Portal Terceira Idade (foto acima) esteve presente no evento de lançamento do selo e entrega das primeiras certificações no último dia 10 de junho, em São Paulo.

Ambientes inclusivos e acessíveis geram respeito e dignidade para todos!

Vídeo produzido pela Fundação Vanzolini sobre a necessidade da promoção de ambientes mais acessíveis, seguros, inclusivos e acolhedores para a população 60+ (dur: 4’51”)

Fonte, vídeo e fotos do evento: Fundação Vanzolini / Ateliê de Textos
Foto de capa: Portal Terceira Idade / Gemini AI

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Fundação Vanzolini > Saúde > Selo Acolhe
A Fundação Vanzolini conecta pessoas, empresas, governos e universidades, promovendo iniciativas que contribuem para o desenvolvimento da sociedade e para a aplicação concreta da ciência e da tecnologia
Ao receber o Selo Acolhe, o estabelecimento demonstra que adota práticas que garantem acessibilidade, atendimento qualificado e inclusão do público 60+

07/07/2026 0 Comentário
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sono
AlzheimerGeriatriaSaúde e Bem-EstarSono

“Será que contar carneirinhos ajuda?…”

por Ronaldo Delmonte Piovezan 03/07/2026
escrito por Ronaldo Delmonte Piovezan
sono
Dormir tem muito mais utilidade para nossa saúde do que imaginamos

É hora de dormir, você está cansado… Você se deita, espera o sono chegar… Você se vira para um lado, se vira para outro lado… E nada… “Será que contar carneirinhos ajuda?”, você pensa… Se você acha que é a única pessoa que passa por isso quase todos os dias, relaxe, você não está sozinho…

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 40% da população apresentam algum tipo de distúrbio do sono e, consequentemente, sentem dificuldade para dormir. Entre eles, o mais comum é a insônia, que prejudica o sono de pelo menos 73 milhões de brasileiros, segundo estimativas da Associação Brasileira do Sono (ABN).

O sono é mais importante do que imaginamos

O período de sono preenche cerca de 1/3 de nossas vidas. Como ficamos inconscientes durante este período, temos a tendência a dar pouca importância a ele, reconhecendo somente que ele deva ter algum papel na nossa recuperação física e mental. Nós nos sentimos bem quando dormimos uma boa noite de sono. Porém, dormir tem muito mais utilidade para nossa saúde do que imaginamos e durante a velhice este período se torna ainda mais importante.

sono piovezan tony
O Dr Ronaldo Piovezan (esq), ao lado da Coordenadora do Portal Terceira Idade, Tony Bernstein, no Instituto do Sono, em São Paulo (SP)

Sono na terceira idade

Quando chegamos à terceira idade, muitas das funções do organismo não mais as mesmas. Com o sono, isto não é diferente. Passamos a dormir menos e com pior qualidade. Vamos para a cama mais cedo e acordamos mais cedo ainda, na maioria das vezes sem necessidade. Acordamos várias vezes à noite, o que é chamado de fragmentação do sono. Além disso, temos maior facilidade de cochilar durante o dia quando envelhecemos, o que nem sempre é saudável. Cochilos diurnos frequentes podem indicar alguma doença do sono ou algum prejuízo à saúde geral dos idosos.

O sono normal é dividido em várias fases. Algumas delas são essenciais para a recuperação física e mental. A última fase do sono, por exemplo, é fundamental para a boa saúde física e diminuição do risco de doenças crônicas, como hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Esta fase diminui progressivamente com a idade. O sono ruim também prejudica as funções cognitivas, inclusive a memória. Os idosos que dormem mal também se queixam mais de dores e de depressão.

“Não consigo dormir com esse ronco…”

Como a maior parte das doenças crônicas, as doenças do sono também são mais comuns com o envelhecimento. A apneia obstrutiva do sono é mais vista entre os idosos e prejudica muito a saúde, elevando o risco de infarto, acidente vascular cerebral (derrame), problemas de memória, quedas e queixas dos cônjuges, já que se associa a presença de roncos que incomodam a pessoas que dormem próximas de seus portadores.

Carneirinhos…

Pra você que não está a fim de ficar contando carneirinhos para dormir, seguem algumas dicas bem simples:

  • Não fique olhando a tela do seu celular antes de dormir. Pesquisas mostram que o tipo de luz da tela desses aparelhos prejudica o sono que está por vir;
  • O mesmo se aplica à luz dos monitores de TV e computadores. Evite usá-los perto da hora de deitar;
  • Tomar café e fumar – este último, tentar evitar sempre – ativam regiões do cérebro, o que não é recomendado para quem está a fim de “apagar a mente”;
  • Tomar um banho gostoso antes de dormir ajuda a relaxar o corpo – e a mente;
  • Evite pensar muito nos problemas que você tem que resolver no dia seguinte. Você não vai conseguir resolvê-los antes de dormir. Com a luz do dia, a mente clara e uma noite bem dormida, você vai ter melhores resultados. Experimente!

E você, quantos carneirinhos será que vai contar hoje à noite?

Fotos/ilustrações: Portal Terceira Idade / divulgação

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Estudo com 15 mil mulheres conclui que dormir pouco ou demais acelera desgaste do cérebro. Sono inconstante também

03/07/2026 0 Comentário
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paulo danilo mala na mão
AlimentaçãoArtigosNutren Senior Saúde 50+ ArtigosNutriçãoReceitasSaúde e Bem-Estar

Uma mala na mão e um sonho na cabeça

por Tony Bernstein 03/07/2026
escrito por Tony Bernstein
paulo danilo mala na mão
“Foram os anos mais felizes de nossas vidas. Aqui trabalhamos, aqui nos aposentamos e por aqui queremos ficar o resto de nossas vidas”

Era final dos anos 90. Paulo trabalhava como representante comercial e morava no Rio de Janeiro com sua esposa Wania, pedagoga. Em uma de suas viagens de trabalho, em Alfenas, Minas Gerais, viu passar um ônibus com destino a Poços de Caldas, também em Minas. “Amanhã mesmo eu embarco nesse ônibus e vou conhecer essa cidade que tanto ouvi falar…”, pensou Paulo consigo mesmo.

O sonho de mudar

No dia seguinte, Paulo desembarcou na rodoviária. Foi amor à primeira vista. Andava pelas ruas e praças encantado com a sua beleza, olhava pra Serra de São Domingos, totalmente preservada, e, aí, era inevitável a comparação com os morros cariocas, todos já ocupados por comunidades.

“Na volta pra casa, depois de uma semana de trabalho em Poços de Caldas, contei pra minha esposa toda a beleza e tranquilidade que senti na cidade”. Na semana seguinte, ele levou sua esposa para conhecer a “Princesinha de Minas Gerais”. Para sua surpresa, ela também ficou encantada! Começava aí o sonho de mudar…

“O tempo passou, fui trabalhar no Banco Panamericano. Já em de 2007, vi que tinha uma loja da financeira na qual eu trabalhava no Rio de Janeiro em Poços de Caldas. Fui lá e conversei com a gerente que logo me disse: ‘venha pra cá, tenho uma vaga pra você!’’’.

Fazendo as malas

Paulo e Wania, que já estavam com 55 anos na época, não pensaram duas vezes. Deixaram sua casa própria no Rio de Janeiro, se despediram dos amigos e fizeram as malas.

“Uma semana depois, eu e a Wania desembarcamos na nova cidade. Comecei a trabalhar em pleno inverno, saímos dos 40 graus do Rio de Janeiro e viemos encarar o friozinho de Poços. Nas duas primeiras semanas, ficamos em hotel, quando começamos a procurar uma casa pra mudar. Alugamos uma casinha simples, mas estávamos felizes”.

No ano seguinte, a financeira em que Paulo trabalhava fechou. Ele e Wania ficaram sem uma renda para viver. Naquele mesmo ano, a Prefeitura Municipal de Poços estava lançando um Concurso Público – essa era a chance de Paulo e sua esposa iniciarem uma nova carreira de trabalho. Fizeram o concurso e felizmente passaram. Paulo se tornou um agente de saúde local e Wania, professora do ensino fundamental.

Buscar o que te faz feliz

“Já caminho para 14 anos na Prefeitura, eu e a Wania estamos quase com 70 anos de idade. Ela já se aposentou, mas continua fazendo trabalhos voluntários na cidade. Passamos nossos momentos difíceis, mas não nos arrependemos da nossa decisão de vir morar na bela Poços de Caldas”, comenta Paulo, sobre a cidade que os acolheu com tanto carinho.

“Foram os anos mais felizes de nossas vidas. Aqui trabalhamos, aqui nos aposentamos e por aqui queremos ficar o resto de nossas vidas”, completa.

Esse lindo casal é um exemplo de vida para todos nós. Sem medo de viver, envelhecer e buscar, eternamente, o que te faz feliz!

Foto: Paulo Danilo Vieira (arquivo pessoal)
Ilustração: Image by gstudioimagen on Freepik; Image by upklyak on Freepik

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19 conselhos para depois dos 60
Acredito que depois dos 60 anos, podemos repensar uma série de questões, conheça as “19 Regras Básicas” que podem mudar nossa vida, são excelentes!

03/07/2026 0 Comentário
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sexualidade na terceira idade
GeriatriaGerontologiaPague Menos - Saúde e Bem-Estar 50+Psicologia e PsiquiatriaSaúde e Bem-EstarSexualidade na 3ª Idade

Direito ao prazer em todas as idades

por Tony Bernstein 03/07/2026
escrito por Tony Bernstein
sexualidade na terceira idade
“A sociedade ainda vê a sexualidade na velhice como um tabu”

No final do século 20, vimos uma revolução no conceito da sexualidade, e essas mudanças repercutiram na vida sexual do idoso. Não se concebe, hoje, a sexualidade ligada apenas à função reprodutiva, mas como fonte de prazer e de realização em todas as idades.

A afirmação é da psicóloga Ana Teresa de Abreu Ramos Cerqueira, professora do departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria e da Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Unesp. “Há limitações para se viver plenamente a sexualidade na velhice, o que pode haver em todas as idades, mas é preciso tentar superá-las ou minimizá-las”, completa.

Homens e mulheres…

Uma pesquisa coordenada por Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade da USP), que contou mais de 8 mil entrevistados, mostra como homens e mulheres, em diferentes faixas etárias, se dizem sexualmente ativos.

“Um dos motivos que levam à redução da atividade sexual entre os idosos é a perda de libido, que pode ocorrer devido à diminuição da produção hormonal masculina e feminina”, conclui o geriatra Salo Buksman, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Confira o gráfico abaixo:

sexualidade na terceira idade gráfico
Fonte: Pesquisa Mosaico Brasil – ProSex / Programa de Estudos em Sexualidade da USP – Universidade de São Paulo

Tabu

“A sociedade ainda vê a sexualidade na velhice como um tabu, algo reservado aos mais jovens. Há a exigência de que os homens não podem falhar e as mulheres têm de ter beleza e juventude como fontes únicas de atratividade. Tudo isso causa a diminuição do sexo”, destaca a psicóloga Ana Teresa. O geriatra Buksman concorda que os próprios idosos se discriminam em relação à aparência. “Cultuamos o jovem, o esguio. Há uma depreciação do aspecto físico do idoso”, finaliza.

Segundo ele, a sociedade sempre incutiu na cabeça das pessoas que o sexo depois dos 60 seria algo profundamente inadequado, colocando uma barreira psicológica principalmente para a mulher idosa. “Ela pensa que já passou dessa fase, que é uma avó e tem que se dar ao respeito”, enfatiza.

Direito ao prazer em todas as idades

O sexo após os 60 pode ser libertador e prazeroso, mas depende de como se encara a velhice e as modificações que ela causa em todos os aspectos da vida. “O idoso pode lidar com conformismo e rejeição ou levar a velhice com criatividade. O avanço não é devolver ao velho o desempenho do jovem, mas conseguir novas formas de satisfação”, sugere Ana Teresa.

Mas, em qualquer idade, o sexo exige proteção. “É preciso alertar para o aumento no índice de doenças sexualmente transmissíveis em idosos, incluindo o HIV. Os mais velhos raramente usam preservativos, mas também devem evitar o comportamento de risco, usando camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis”, alerta Buksman.

Foto: Image by gpointstudio on Freepik

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03/07/2026 0 Comentário
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felicidade pesquisa
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Como medir a felicidade?

por Redação Portal Terceira Idade 03/07/2026
escrito por Redação Portal Terceira Idade
felicidade pesquisa
Pessoas felizes têm menos propensão a problemas do coração, hipertensão, diabetes e infecções

Vários países, como a Inglaterra e a França, já discutem a ideia de que medições como o PIB (Produto Interno Bruto) não são suficientes para aferir o grau de desenvolvimento de uma nação e de que a felicidade deveria ser um fator a ser contabilizado também.

Taxa de felicidade

Mas como medir um fator aparentemente tão subjetivo? Curiosamente, pela primeira vez, a prefeitura de uma cidade americana chamada Somerville resolveu fazer um censo buscando saber a taxa de felicidade de seus habitantes e, a partir daí, traçar políticas públicas.

Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, resolveu investigar cientificamente como o fator felicidade atua em nosso cérebro. A pesquisa foi realizada através da faculdade de saúde pública de Harvard, acompanhando cinco mil pessoas durante 20 anos, utilizando aparelhos de ressonância magnética e grupos de controle, dando, assim, caráter científico a práticas milenares como meditação e yoga.

Sensações desencadeiam reações biológicas no organismo

Também nos hospitais foram feitos testes que demonstraram que pessoas felizes têm menos propensão a problemas do coração, hipertensão, diabetes e infecções. O professor pôde constatar cientificamente como determinadas sensações, sejam elas positivas ou negativas, desencadeiam reações biológicas em nosso organismo.

Cuidar de si e cuidar do outro

Outra cientista da saúde, responsável pelo curso de ciência da felicidade de Harvard, Nancy Etcoff, também afirmou: “O trabalho voluntário aciona um sistema de recompensa muito maior no cérebro do que o cuidado intenso de muitas mulheres e homens com sua aparência física e seus bens materiais”.

Este tipo de conhecimento pode nos alertar sobre a importância de cuidar de si e cuidar do outro!
Juntos, sempre somos mais e melhores!

Foto: AI Portal Terceira Idade / Meta AI

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O que é ser feliz segundo os grandes filósofos do passado e do presente
O que é felicidade? Provavelmente, cada pessoa que resolver responder a esta pergunta apresentará uma resposta própria, pois a felicidade, num certo sentido, é algo individual, pessoal e intransferível

03/07/2026 0 Comentário
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letramento digital
CidadaniaCiência e TecnologiaEducaçãoInternet e InformáticaOpiniãoReflexão

A inclusão digital faz parte da inclusão social

por Paulo Danilo Vieira 03/07/2026
escrito por Paulo Danilo Vieira
letramento digital
Hoje, até mesmo para as tarefas mais simples do dia a dia, você precisa recorrer ao QR code, baixar um aplicativo, anexar um documento…

Quando o mundo digital é imposto à pessoa idosa, sem lhe oferecer outra opção humanizada e presencial, estamos excluindo milhares de pessoas da sociedade em que vivemos. Essa situação não deixa de ser um novo tipo de violência.

QR code… reconhecimento facial…

“Eu não sei usar, mas meu neto de 13 anos me ajuda” (Sonia, de Mendes, RJ); “Minha neta e meus filhos me ajudam, eu tenho receio de errar” (Nil, de São Roque do Paraguaçu, BA); “Eu não consigo fazer reconhecimento facial porque tenho cabelos brancos e minha pela é muito branca…” (Terezinha, de Poços de Caldas, MG). Esses são apenas alguns dos depoimentos de internautas* do Portal Terceira Idade.

Não sou contra o mundo digital, mas é preciso que se respeite as limitações de cada um. Hoje, uma pessoa idosa, até mesmo para suas tarefas mais simples do dia a dia, como escolher uma refeição, muitas vezes, precisa recorrer ao QR code, para marcar uma consulta, precisa baixar um aplicativo e anexar um documento…

Eu mesmo tive que aprender “na marra”, com a ajuda de meus filhos e alguns amigos. Acredito que muitas pessoas como eu passam por essa situação, se sentindo constrangidos com a sensação de que somos “incapazes”…

Letramento digital

O Brasil tem, hoje, 35 milhões de idosos. Em 2030, estima-se que já seremos 42 milhões. Eu acredito que é possível a convivência do mundo digital com um atendimento presencial e humanizado para aquelas pessoas 50, 60+ que ainda não conseguiram se inserir nessa nova realidade que nos é imposta.

Deixo aqui um alerta para a necessidade de uma “alfabetização digital” – ou, como estão dizendo hoje em dia, um “letramento digital” – para as pessoas 50+ desse nosso imenso Brasil. Neste meio tempo, nossa sociedade precisa oferecer outras opções, além de um atendimento humanizado.

A inclusão digital faz parte da inclusão social!

*Os sobrenomes dos internautas não foram publicados para privacidade de seus autores
Foto: Portal Terceira Idade / Gemini AI

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03/07/2026 0 Comentário
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“A juventude não é um mérito e a velhice não é um defeito…”

por Redação Portal Terceira Idade 03/07/2026
escrito por Redação Portal Terceira Idade
Licia já conseguiu mais de 347 mil seguidores no Instagram, onde compartilha suas mensagens de positividade

Uma mulher italiana de 96 anos está conquistando a web por compartilhar mensagens positivas. Licia Fertz criou um perfil no Instagram em 2018 e desde então divulga o seu lema na rede social: “Nessa vida que todos nós estamos passando, não há tempo para ficar triste. Espalhe amor e seja grato”.

O perfil foi criado com a ajuda do sobrinho da idosa, Emanuele, e, hoje, já possui mais de 347 mil seguidores. A mulher publicou um livro recentemente onde fala sobre como manter o sorriso mesmo diante das dificuldades que já teve que passar, como a perda do marido após mais de 60 anos de casamento e morte da sua única filha aos quatro anos de idade.

“Sempre há uma maneira de se levantar e voltar a viver mesmo depois das piores adversidades. Sempre. Enquanto respiramos, podemos ter esperança, nunca sucumbir, porque a vida continua.”.

Maiô com estampa de coração

Licia publicou uma foto em seu perfil no Instagram em uma piscina, vestindo maiô com estampa de coração e convidou os seguidores a uma reflexão sobre deixar de viver a vida em razão dos padrões impostos pela sociedade.

“Ajude-me a entender uma coisa. Outro dia, uma jovem amiga minha, de cerca de 65 anos, me disse que não usa mais o traje [de banho] porque tem vergonha. Mas o que há para ter vergonha do seu corpo? A juventude não é um mérito. A velhice não é um defeito. Tenho orgulho das minhas rugas.”.

E completou: “Vamos mudar o mundo começando com palavras. Em vez de dizer ‘meus defeitos’, vamos tentar chamá-los de ‘minha singularidade’. Vamos recuperar a dignidade do nosso corpo. Em qualquer idade. Você verá como será mais fácil se sentir bem e ser feliz. Quem tenta comigo?”.

“Envelhecendo graciosamente desde 1930…”

Com roupas coloridas e maquiagens adoráveis, Licia compartilha a rotina com os seguidores do seu perfil que é conhecido como “Boungiorno Nonna” (“Bom dia, vó”, em português) e que informa já de cara: “envelhecendo graciosamente desde 1930”.

A mulher explicou ao site italiano Positizie que não aceita que as pessoas falem que ela era uma exceção por continuar bonita mesmo sendo idosa. Para Licia, não há uma idade para ser bonita, assim como envelhecer não faz ninguém mais feio. Ela disse que qualquer um pode ser bonito, em forma, enérgico e ter vontade de viver independentemente da idade.

No seu livro, a “vovó” também exemplifica mais uma de suas filosofias.

O caminho para a felicidade é olhar para o presente

“Quando você tem noventa anos, pensar no passado pode ser perigoso, porque a tristeza pode bater nas suas costas. Pensar no futuro também não é fácil, quando o pôr do sol está próximo do nascer do sol. O caminho para a felicidade é olhar para o presente”.

Fonte: UOL
Fotos: Reprodução/Instagram/@liciafertz

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“A felicidade é mais simples do que parece…”

por Tony Bernstein 03/07/2026
escrito por Tony Bernstein
Para José (esq), sua felicidade é “acordar e poder andar, sair e viver mais um dia!” e, principalmente, de estar sempre com seu irmão

Dizem que “felicidade não tem preço, não tem idade…” Tantas expressões são ditas e usadas para explicar a felicidade. Mas o que é a felicidade? O que é ser feliz? São perguntas amplas e delicadas.

Eu acredito que a felicidade é estar bem consigo mesmo e com o mundo, em qualquer idade ou época de nossas vidas, ter saúde, bons amigos, um bom trabalho, um amor, filhos, netos, sua casa, um carro. Cada um de nós vai escolher um desses itens, ou vários, ou, talvez, todos.

“A felicidade é tão curta que, quando a gente quiser vivê-la, ela já foi embora…”

Para tentar entender melhor o que é a felicidade e o que deixa cada um feliz, entrevistamos os irmãos José, 81, e Affonso Gomes, 68 (na foto acima), ambos aposentados, em São Paulo, dois irmãos muito simpáticos que me pareceram estar de bem com a vida. José é casado, tem filhos, netos e até bisnetos. Affonso, também casado, tem um filho.

A mesma praça, o mesmo banco…

José e Affonso Gomes se encontram há mais de 20 anos, todos os fins de semana, na mesma praça – e no mesmo banco
José e Affonso Gomes se encontram há mais de 20 anos, todos os fins de semana, na mesma praça – e no mesmo banco

Curiosamente, os irmãos se encontram há mais de 20 anos, todos os fins de semana, na mesma praça – e no mesmo banco. Outros amigos – também de longa data – participam dos tradicionais encontros.

Para José, sua felicidade, hoje, é “acordar e poder andar, sair e viver mais um dia!”. Além de sempre ter se preocupado com o trabalho e formar uma família, gostava muito de ir ao cinema, encontrar seu grupo de amigos e, principalmente, de estar sempre com seu irmão.

Affonso confirma de bate pronto que os encontros com seu irmão sempre o deixaram – e ainda o deixam – muito feliz. Também sempre gostou muito de sair com a turma que encontra há mais de 30 anos. Alguns já se foram, mas o importante, para ele, é viver o dia a dia.

“Antigamente, eu jogava muita bola, saía na noite e andava a pé desde a região central até a Vila Mariana (em São Paulo). Era tudo muito seguro, nada de perigoso acontecia. Tenho saudades dessa época…”, relembra Affonso. Hoje, sua felicidade é ter saúde e poder curtir o parque onde se encontra com os amigos.

Digital única

À primeira vista, a entrevista com os irmãos José e Affonso pode parecer apenas mais uma história, igual a milhares de outras. Mas não é. Cada um de nós tem uma digital única. E, assim, também é a felicidade. Ela pode até parecer ser feita dos mesmos ingredientes para todos. Porém, cada bolo tem a sua receita. Cada um de nós tem uma história diferente, com seus momentos felizes.

Assista à entrevista clicando no vídeo acima.

Vídeo: Portal Terceira Idade
Foto: Arquivo Portal Terceira Idade / Gemini AI

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Descubra a beleza do tempo na sua vida

por Redação Portal Terceira Idade 03/07/2026
escrito por Redação Portal Terceira Idade
A maturidade alcançada pelos anos vividos nos faz refletir sobre o que realmente importa e traz satisfação na vida

A longevidade e o envelhecimento ativo compreendem bem mais aspectos que aqueles muito debatidos, como praticar atividades físicas, ter uma boa alimentação, redes de suporte social satisfatórias e espiritualidade. A maturidade alcançada pelos anos vividos traz aspectos para se pensar o que realmente importa, no contexto de vida individual, e envelhecer faz ponderar o que é realmente importante e traz satisfação na vida.

O que realmente importa

Ao longo de alguns anos trabalhando na temática do bem envelhecer e velhice tenho feito reflexões a respeito do que realmente importa e os horizontes de felicidade no processo de envelhecimento. A resposta certamente é diferente para cada pessoa no ciclo de vida. Entretanto, a compreensão dos fatores que realmente importam para os horizontes de felicidade pode convergir. E o prazer de envelhecer pode ser descoberto a cada novo olhar sobre a bagagem a ser levada consigo e o que deixar para trás.

Em particular, os anos têm me ensinado maior leveza em como vivenciar situações cotidianas diversas e os aspectos que realmente importam para os desejados horizontes de felicidade. A busca é constante e os percalços se tornam aprendizagens.

Ao debruçar-me nos diversos estudos sobre envelhecimento biológico e fisiológico do organismo vejo que são unânimes conclusões que corroboram os processos senis que podem resultar em incapacidades, fato inegável.

Entretanto, os processos de resiliência, ou seja, como cada pessoa vai lidar com as agruras vivenciadas na saúde ou outro aspecto da vida, no intuito de contornar as diferentes situações e tirar aprendizagens positivas, tornar-se-á o diferencial para a velhice bem-sucedida.

Envelhecer e velhice

Muito se fala na gerontologia sobre os aspectos positivos do envelhecer e velhice. Existem muitos fatores que devem ser pontuados como sendo positivos no processo de envelhecimento e velhice, sendo alguns: a maturidade; as habilidades e experiências acumuladas; uma rede familiar mais extensa e sólida; o enfrentamento mais ponderado em situações de desgaste; a liberdade econômica e poder aquisitivo, pontuo que somente para alguns, infelizmente; o maior tempo para desfrutar de relações diversas; dentre inúmeros outros fatores que cada pessoa pode citar de acordo com suas vivências individuais.

Contextos diversos em que têm que ser considerado o acesso aos diversos bens e serviços que trazem consequências diretas na saúde e bem-estar e, devido às desigualdades socioeconômicas ao longo da vida, podem tornar a velhice uma fase da vida ainda mais segregadora e negligenciada em uma sociedade que não tem uma cultura para educação ao envelhecimento. Os impactos se traduzem nas diferentes formas de envelhecer e velhices, realidades diversas no Brasil.

Finalizando, volto ao aspecto mais micro, ou seja, individual do envelhecimento, deixando a seguinte pergunta: a maturidade, ganho do envelhecimento, já lhe trouxe no seu contexto de vida atual a ponderação no que realmente traz horizonte de felicidade?

Texto: Rodrigo Caetano Arantes, Professor e pesquisador em envelhecimento e pessoas idosas
Foto: Arquivo Portal Terceira Idade / Gemini AI

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